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Retrospectiva 2015: esse ano foi loco!

Comecei escrevendo minha retrospectiva do jeito mais chato impossível. Narrando de mês em mês minhas conquistas, derrotas e surpresas. Ao chegar na descrição do mês de agosto, larguei de mão. Estava tão chato que nem eu consegui reler.

Comecei de novo. Nesse momento, 16h16m do dia 29 de Dezembro de 2015, estou no carro esperando minha namorada que foi se despedir dos colegas dela. O motivo da despedida é que estamos nos mudando de Canela para Joinville, Santa Catarina. É, esse ano foi loco!

2014 foi um ano cansado. Nem fiz retrospectiva. Mas ele começou de uma maneira boa, no dia primeiro de Dezembro comecei a trabalhar na Orgânica Digital. Foi o início de uma trajetória massa.

First: cheguei e fui

A Orgânica teve um papel mega importante no meu ano. Especialmente por dois motivos:

  • Acreditar que é possível mudar o mundo;
  • Melhorar minhas skills sociais.

Eu terminei 2014 totalmente desacreditado. Falido e com a expectativa de um cenário social terrível para 2015. Nunca acreditei no capitalismo, aliás, até hoje não acredito. Porém, se você tiver inúmeros fatores favoráveis e pessoas incríveis ao teu lado, você consegue mudar o jogo. Foi isso que aprendi na Orgânica Digital. Seria bom se tudo mundo fosse previlegiado, assim como fui.

No início do ano participei de projetos que ajudaram clientes a arrecadar mais e consequentemente contratar mais, pagar melhor os funcionários e assim por diante. É incrível ver que como o teu trabalho pode gerar um impacto gigante para várias pessoas. Espero que, se o mundo continuar como está, ao menos todos dêem seu melhor e possam ajudar quem precisa.

Um pouco depois do início do segundo semestre eu assumi um cargo para coordenar o desenvolvimento de sites da empresa. Foi legal e um baita aprendizado. Sem dúvidas foram meses que mais evoluí minhas skills sociais. Aprendi a como dar notícias boas e nem tão boas para os clientes. Aliás, isso foi outra coisa massa que presenciei na Orgânica: conversar e contribuir com pessoas que acreditam de verdade em resultados através da *web***.

Equipe da Orgânica Digital

Depois de um ano me despedi da empresa. Foi uma experiência rápida mas que valeu muito a pena. Espero que eu também tenha agregado para a equipe e clientes que trabalhei nesse ano.

Um ano de contribuição

2015 foi o ano que mais contribui com a comunidade web. Não foi muito, mas foi o que deu pra fazer.

Escrevi bem menos, porém, escolhi escrever artigos maiores. Acredito que a concepção de um assunto se dá melhor se você contextualizar quem está lendo. Foi assim quando escrevi sobre HTTP. Aproveitei a pesquisa e também montei minha primeira talk. Dei início então a minha jornada como palestrante.

A primeira talk que apresentei foi no FISL (Fórum Internacional de Software Livre). Fiquei “nervosor” pra baralho mas depois fui me acalmando.

FISL16

Dando seguimento aos artigos longos, escrevi sobre herança em CSS no Tableless. Esse conteúdo acabou dando origem pra talk que apresentei no TDC Porto Alegre (The Developer’s Conference). Sem dúvidas foi bem mais de boas que o FISL.

Por fim, minha última talk foi em um dos eventos mais legais de front-end que eu tento não perder a cada ano, o FrontinPOA. Diferentemente das outras talks, essa não teve artigo. Em Janeiro acho que vou escrever sobre o assunto, que foi Componentes CSS.

FrontinPOA

Além das palestras, também criei meu primeiro projeto open source, o frontendpath.com. Em resumo, ele é um guia para iniciantes em tecnologias front-end. A ideia surgiu quando comecei a pensar em meu trabalho de conclusão. Por falar nisso, 2015 também foi importante por seu meu último ano como universitário. Vamos aos meus 20 centavos sobre essa experiência.

O fim de uma jornada

Depois de 5 anos, me formei. Tive várias fases durante esse tempo. Fui do calouro inocente, passando pelo hater acadêmico e acabei me formando como um… bah… não sei como eu me caracterizaria quando saí de lá.

Toda e qualquer experiência longa que temos, sempre acabamos com aquela percepção de “porra, eu poderia ter feito diferente”. Acho que todo formando, por melhor que seja, sempre acaba com essa percepção. Eu poderia ter me puxado mais. Aproveitado para fazer mais experiências e arriscar mais. O problema é que eu sempre tive medo de trilhar algum caminho alternativo e perder minha bolsa. Fui na cautela e pouco ousado. Só quando tive segurança, no fim do curso, foi que comecei a usar as tecnologias que eu acreditava. Fiz trabalho com JavaScript e escrevi artigo sobre web. Ah, claro, meu trabalho de conclusão foi sobre web.

Sempre que eu falava que trabalhava como desenvolvedor front-end, as pessoas sempre me perguntavam:

  • Por onde começo?
  • Que livros você recomenda?
  • Que conteúdo é importante?

Pensando nisso, criei o Front-end Path. Ele foi um dos resultados da pesquisa que fiz em meu trabalho de conclusão. Se você quiser ver os slides da minha apresentação, pode acessá-los no Speakerdeck.

Se eu tivesse uma dica para quem está estudando ou pretende estuda é: tire o máximo de proveito dos professores. Mesmo se algum deles for deitado, a cobrança o fará correr atrás. Ah, estude pra caralho. Se você não gostar de estudar fora de hora, pula da barca. A vida de desenvolvedor se baseia em pesquisa, estudo e colocar a mão na massa.

Mudança de hábitos e outra vida

Lá por Setembro eu tive um aumento de pressão que me assustou. Acabei (tomando uma facada) indo no médico e fazendo exames. Não tive nada grave, mas foi um alerta. Estava me alimentado mal pra caramba. Logicamente, com a mesma cabecinha de ovo frito que todo jovem tem: comendo mal e achando ~de boas~, na inocência de que eu tinha feito essas escolhas. Comecei a ler bastante sobre alimentação e a lavagem celebral que a indústria alimentícia nos faz. Aos poucos estou mudando minha alimentação. É foda. Tudo nos leva e nos incentiva a comer porcaria. Indico você assistir o That Sugar Film.

Tentei, sem sucesso, fazer exercícios físicos. Se palmolive ano que vem eu consigo.

Mas a maior mudança em 2016, será de vida. Como comentei lá no início do texto, mês que vem irei morar em Joinville. No fim do ano recebi uma proposta do Conta Azul. Aceitei. Irei trabalhar como engenheiro front-end. Terei bastante desafios pela frente, afinal, dizem por aí que é isso que nos move.

Para não perder o costume, criei uma playlist com minhas músicas favoritas de 2015. Ouvi pouca música esse ano, mas o que tem de melhor, na minha opinião, tá aqui:

Bom, que 2016 seja massa pra todo mundo. Seja politicamente mais leve (acho brabo) e incrivelmente mais desafiador.

Feliz ano novo a todos.

Hasta!